Os análogos de GLP-1 (e o duplo agonista GIP/GLP-1, no caso da tirzepatida) imitam hormônios intestinais que o corpo libera após as refeições. Na prática, eles agem em três frentes: aumentam a saciedade no cérebro, retardam o esvaziamento do estômago (a fome demora mais para voltar) e melhoram a resposta da insulina à glicose.
Por que emagrecem?
A perda de peso vem principalmente da redução espontânea da ingestão calórica: comendo menos sem o sofrimento da restrição forçada, o corpo entra em déficit calórico sustentado. Nos estudos clínicos, a perda média varia de cerca de 5-10% do peso (liraglutida) a 15-22% (semaglutida 2,4 mg e tirzepatida em doses plenas), sempre associada a mudanças de alimentação e atividade física.
Tirzepatida × semaglutida: o comparativo direto
O estudo SURMOUNT-5 (NEJM, 2025) comparou frente a frente as duas moléculas em pessoas com obesidade: perda média de 20,2% do peso com tirzepatida contra 13,7% com semaglutida em 72 semanas. A diferença é atribuída ao mecanismo duplo (GIP + GLP-1) da tirzepatida — mas a escolha do tratamento é individual e cabe ao médico.